Domingo que vem tem festa. E a festa é pra valer!
Eleições para mim são festas, celebrações, comemorações porque significam dias de aplaudir a democracia. Regozijo-me com elas. Representam obrigações cívicas que cumpro com alegria e entusiasmo. Não só não me envergonho de admitir a simpatia pelos pleitos eleitorais, como vou além, confirmando o meu orgulho por esse exercício da cidadania.
Minha mãe alimentava idêntico sentimento de júbilo em poder votar, cultivando-o até o final de sua existência. Ela era do tempo em que as mulheres não gozavam de tal direito e depois de provar rapidamente o gostinho de ser eleitora, vivenciou dias amargos do Estado Novo. O Getúlio era alérgico a eleições. Com o retorno democrático pôde votar no Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato de expressivo eleitorado feminino. Depois com o regime militar, seguiu-se outro longo período sem que o povo pudesse escolher seu Presidente.
Devo ter herdado a afinidade eleitoreira que carrego, de minha saudosa mãe. Não abro mão dessa escolha. Gosto de votar, embora a esta altura da vida prefira ficar equidistante do partidarismo. Principalmente do municipal, comprometido e apaixonado, embora outrora tenha sido vereadora à Câmara de Itu, do que me orgulho. Não participo do descrédito injusto e generalizado com que se agride a classe política. Importa-me a faculdade de realizar a escolha serena e responsável. Ganhar ou perder não vem ao caso. Faz parte do jogo democrático…
Esse jogo, porém, admite cobranças. Sem rancores, elas poderão ser feitas de maneira descontraída, a exemplo de velho e saudoso enredo da escola carioca “Caprichosos de Pilares”, ficando aí a sugestão:
“Vamos, meu povo,
Democracia é participação,
Vote, cante e grite,
É tempo de mudar…
“Seu” Prefeito eu votei
Agora posso exigir
Quero ver você cumprir”
