A disruptura da saúde pública e econômica que ocorreu em nossa sociedade globalizada no início de 2020, várias empresas no mundo tiveram que se transformar. Esses processos de transformação ligados não somente o meio tecnológico, mas econômico e principalmente ao social criaram novos nichos de mercado, assim como enfraqueceram outros. A grande questão que queremos saber é quais transformações organizacionais se manterão, quais novas serão empregadas e quais deixarão de ser usadas? É uma pergunta aparentemente difícil de ser respondida. Mas vamos seguir em uma análise filosófica.
O que sabemos sim é que a promessa da era industrial era a que todas as tarefas que fossem repetitivas ou cansativas exercidas pelo homem essas deveriam ser feitas pelas máquinas. É claro que na época da primeira revolução baseada no vapor e sem nenhum processo intelectual artificial existindo isso não pode ser feito. Se retrocederemos na história no período grego, o homem já tentava se livrar dessas tarefas que não davam prazer. “O primeiro uso escrito da palavra ‘autômato’ na literatura ocidental apareceu na Ilíada de Homero, recontando as maravilhosas máquinas inteligentes e automáticas fabricadas por Hefesto, o deus ferreiro da invenção e da tecnologia”. Logo avançando ao tempo atual, em plena era industrial 4.0, ou seja, uma expressão que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de sistemas ciberfísicos, internet das coisas e computação em nuvem, e inteligência artificial, percebemos que a promessa da revolução industrial começa a se consolidar agora, ou seja, tudo o que for mecânico ou intelecto mecânico as máquinas e inteligências artificiais tomarão conta.
Qual será então o papel do homem nessa nova sociedade que está surgindo? As empresas que já estão despertando para essa nova era, já sabem qual será o possível papel da tecnologia e sabem que o valor das empresas perante a sociedade será o capital humano. Os processos de gestão do desenvolvimento e de conhecimento se tornarão cada vez mais presentes nas empresas, pois essas exercem um papel importantíssimo tanto internamente como externamente nas organizações.
Compreendendo esse novo mundo em que estamos entrando, o que se sabe é que o humano terá mais tempo livre para pensar. Claro, isso dependerá das mudanças socioeconômicas a nível global, mas avançando nessa previsão caberá ao homem do presente se preparar para esse futuro, sabendo que seu lugar será onde as máquinas não estarão, como postos de trabalho onde a criatividade, inovação, empatia, o ter um olhar diferente das coisas será primordial. Esse processo transformador que estamos vivendo já está influenciando os comportamentos sociais e a psique dos indivíduos. A mente humana será o grande desafio da ciência no século XXI e digo que irá além disso, o futuro do homem está ligado conhecer melhor o seu corpo, mente e espírito, lembrando que espiritualidade não diz respeito a religiões ou dogmas. Ou seja, neste século deveremos desenvolver os nossos hard skills, soft skills e spiritual skills. Devemos compreender que nesse mundo plástico e fluídico que estamos vivendo é fundamental estamos sempre com a mente e espírito abertos para estarmos sempre aprendendo a aprender.

Prof. Fabiano Tulazs Damiati
Mestrado em Comunicação pela Universidade Paulista – UNIP (2013) orientado pela Prof. Dra. Anna Maria Balogh. Especialização em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio S/A – CEUNSP (2003) e Graduação em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista – UNIP (1998). Experiência na área de Comunicação e atuando principalmente nos temas Design, Marketing, Comunicação e Organização.
